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Manutenção Industrial – Convivendo com problemas ou soluções.

O ambiente competitivo, atual e futuro, em que se inserem as organizações industriais, aliadas às crescentes exigências de lucratividade, têm demandado destas organizações o máximo aproveitamento de suas plantas industriais. Desta forma,  manter altos índices de disponibilidade e confiabilidade de máquinas e equipamentos aliada a baixas taxas de falhas são fundamentais para compor a lógica competitividade x resultado esperado do negócio.

É interessante constatar que muitos gestores ainda consideram como perfumaria a atividade de manutenção industrial, e somente quando as máquinas, equipamentos e instalações falham ou ocorrem paradas causadas por defeitos, é que acordam, correm, cobram...

Em trabalhos de consultoria ainda encontramos empresas que, quando a gerência ou a chefia de manutenção requer um recurso adicional, requisita este recurso, começam as negativas, os entraves, as indecisões. O gestor pergunta-se: - Se até hoje funcionou assim, por que adquirir agora este recurso, será que ele é realmente necessário? Algumas empresas nem sequer tem atividades de manutenção previstas em seu quadro atual, imaginem então ter um setor de manutenção produtiva, para que? Isso é desnecessário.

Quando a empresa conseguir gerir a manutenção enxergando o verdadeiro custo da manutenção envolvido no preço do produto, tendo em conta o envolvimento do lucro cessante, do custo de manter estoques, do custo de aquisição e custo de mão de obra e encargos, muitos gestores irão, neste, caso mudar de ideia.

Infelizmente, os custos de lucro cessante não são contabilizados, os custos de administração de compra não são contabilizados, e o resultado final acaba por ficar mascarado.

Pode-se até questionar que uma atividade que contribui com maior número de itens estocados, com maior volume de compras considerando estes itens, com a disponibilidade do equipamento para operar, com o aumento do tempo de vida útil das máquinas, equipamentos e instalações, não merece uma gestão que contenha planejamento, programação, controle, engenharia de manutenção, gestão de materiais e manutenção preventiva?

Destaca-se aqui que o tradicional papel da manutenção de corrigir falhas rapidamente, planejar ações corretivas e cumprir planos de manutenção preventiva já não é mais este. Cabe as empresas, seus gestores executivos e gestores da manutenção implantar programas eficazes de Gestão dos Ativos que podem definir o sucesso ou o fracasso dos negócios. Uma gestão eficiente de ativos permite controlar o ciclo de vida de todos os ativos físicos da empresa, buscando maximizar sua utilização e seu valor, envolvendo o controle das instalações, da operação, da manutenção, e da ativação e desativação destes ativos. Gerenciar ativos de forma eficaz reduz custos de capital, custos operacionais e, aumenta a vida útil dos ativos e a lucratividade citada no início deste artigo.

Caso a empresa não tenha esta competência, existem no mercado empresas especializadas que analisam ativos para que as empresas atinjam melhores resultados na cadeia produtiva. Para garantir um retorno efetivo sobre os ativos, a empresa deve desenvolver um programa sólido de gestão, baseado em metodologias e processos de suporte ao negócio, adotando o que no mercado se conhece por melhores práticas, pessoas e competências, ferramentas e tecnologias.

A partir daí é possível desenvolver uma gestão de manutenção capaz de acompanhar os custos associados a ela e implantar as melhores práticas de gestão da indústria baseadas, por exemplo, na norma britânica PAS 55 que especifica os requisitos para uma gestão eficiente de ativos.

É necessário enxergar a manutenção com outros olhos; é preciso quebrar o paradigma de ser o centro de custos que só gera despesas. Sua gestão deve passar a ser feita por especialistas e é preciso encará-la como um centro gerador de resultados.

Cabe ao gestor observar, analisar e verificar se sua atividade de manutenção tem uma alta incidência no custo de produção. Provavelmente, isto ocorre por falta de alguns recursos de baixo custo, e a somatória desta alta incidência ao longo do tempo acarreta em perda de lucro, perda de competitividade, perda de clientes e mercado. Será que o gestor que não enxerga isto está agindo inteligentemente?

Marco Antonio Paletta
Professor do Curso de MBA Gerenciamento
da Engenharia de Manutenção PRAGMA Academy